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Sou jornalista, atualmente residindo em Nova York, NY, EUA, com passagens em Rádio, Revista e Assessoria de Imprensa. Este blog contém notícias, artigos, crônicas, comentários, resenhas, reportagens e poesias.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

PEC dos jornalistas

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta terça-feira (12) a Proposta de Emenda à Constituição que restabelece a necessidade do diploma de jornalismo para exercício desta atividade profissional. O passo seguinte é a criação de uma Comissão E

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domingo, 24 de novembro de 2013

Olavo de Carvalho e o grito da direita

Sentado em seu gabinete, sempre acompanhado de um cigarro, o jornalista, filósofo, escritor e ex astrólogo Olavo de Carvalho articula pensamentos rápidos e citações de livros desconhecidos da maioria do público com a mesma facilidade com que dispara palavrões.

Sem papas na língua, Olavo se tornou sucesso no youtube e em outras mídias sociais, como o facebook. Mas porque o “professor Olavo”, como muitos preferem o chamar, se tornou referência para muitas pessoas, inclusive atraindo a aproximação de famosos, como o cantor Lobão e o apresentador Danilo Gentili?

Certamente há várias razões para este sucesso. Uma delas é uma quase que total ausência de uma corrente de pensamento mais conservadora no Brasil, e que se oponha ao amplo e progressivo domínio da esquerda, esta por sinal, presente fortemente nas universidades, mídia e atualmente na política nacional.

Outro fator é o que se convencionou chamar de “ditadura do politicamente correto”. Olavo de Carvalho foje disso como o diabo foge da cruz. Num mundo em que as pessoas cada vez mais tem medo de emitir opiniões, Olavo demonstra não dar a mínima para o que as pessoas vão achar dele, fazendo questão de tecer comentários em questões delicadas ou complexas, como política, sexualidade e religião.

Anticomunista convicto, católico fervoroso e crítico ferrenho do PT, do governo Dilma, de Obama e do que ele chama de Nova Ordem Mundial, Olavo de Carvalho denuncia o que ele intitula de “Ditadura Globalista”. A ditadura globalista, segundo Olavo, é um conjunto de ideias e valores oriundas da ONU, tais como a legalização do aborto, do casamento gay, liberação da maconha, etc, e que segundo o filósofo, trata-se de uma ameaça a soberania dos países, já que essas ideias sequer são discutidas no congresso ou com a população dessas nações.

Embora Olavo de Carvalho não tenha formação acadêmica, ser um auto didata, ele tem atraído uma legião se seguidores, por seu estilo transparente, direto e irônico  de tratar assuntos tão delicados atualmente, como o ativismo gay, classificado por ele de gaysismo. Para o filósofo, há uma doutrinação gay em curso no Brasil e no mundo, principalmente nas escolas e universidades que visa desconstruir os papéis de gênero, a família tradicional e que de acordo com o pensador, quer acabar com a liberdade religiosa e sobretudo a liberdade de expressão.

Ele também não poupa críticas ao movimento feminista, ao movimento negro, a liberação das drogas, a legalização do aborto, aos partidos e aos intelectuais de esquerda, que de acordo com o filósofo, estão comprometido com a Nova Ordem Mundial, que na busca incessante de privilégios e na autovitimização acaba gerando mais divisão na sociedade, entre pobres, ricos, negros, brancos, homens e mulheres.

Seus adversários o acusam de criar teorias conspiratórias, de ser reacionário e conservador, sendo que estes dois últimos adjetivos, soam como verdadeiros elogios para ele. Mas o fato é que Olavo de Carvalho se tornou atualmente talvez a maior referência intelectual dessa nova direita que surge das mídias sociais e que tem influenciado jovens, adultos, políticos e inclusive artistas, sedentos de uma nova visão de mundo, que não seja somente as que são ditadas pela esquerda marxista.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

1822: O ano que o Brasil ganha a maioridade



O livro 1822 do jornalista e escritor Laurentino Gomes, é uma daquelas obras idealizadas num sonho e materializadas através de uma espécie de máquina do tempo, tamanha a riqueza de detalhes.

Aliás, desde o lançamento de 1808, em que o foco foi a chegada da família Real Portuguesa ao Brasil e seus desdobramentos, os livros de Laurentino, incluindo 1822 não se tratam dos velhos repetitivos livros de história.

Isso porque, longe de qualquer envolvimento ideológico, 1822 tem o seu valor no distanciamento do autor em não impregnar qualquer juízo de valor aos personagens ou á algum determinado fato histórico.

A história gira em torno dos acontecimentos que antecederam o “Grito do Ipiranga”, e os seus desdobramentos, após o Brasil romper definitivamente qualquer obrigação com Portugal. De acordo com o jornalista, muito sangue ainda seria derramado, principalmente na região Nordeste do país, para que os brasileiros pudessem ter liberdade e trilhar o próprio caminho.

O único envolvimento percebível, foi a determinação do autor em ir buscar nas fontes reais dos acontecimentos, a história como ela é, ou tentando chegar o mais perto disso possível, esse sim, um envolvimento válido e recomendável, inclusive para os historiadores.

E por falar em historiadores, graças a um jornalista os brasileiros despertaram o gosto pela história, tarefa que teoricamente seria obrigacão de historiadores com uma visão independente de momentos cruciais na história brasileira, como o  "Dia do Fico", o " Grito do Ipiranga" e a"Guerra do Paraguai", acontecimentos sempre contados de forma romanceada, ideologizada ou parcial nas escolas e até em universidades.

Mas voltando a 1822, um personagem marcante nesse processo de Independência do Brasil, foi sem dúvida José Bonifácio. Como intelectual e cientista, passou mais da metade da sua vida na Europa, talvez inconscientemente se preparando para um desafio ainda maior e uma nobre missão: ajudar na condução do processo de independência do novo país que oficialmente nascia: o Brasil.

Homem sábio e culto, soube conduzir de maneira maestral o conturbado processo de emancipacão de Portugal, em que os mais diversos interesses estavam em jogo, ora aconselhando o jovem Imperador D. Pedro I, ora ele mesmo assumindo a responsabilidade por decisões importantes.

Mas quem rouba a cena, devido ao seu temperemento forte é sem sombra de dúvidas. Dom Pedro I. Totalmente diferente do pai, D. João VI, este medroso por natureza e avesso á tomada de decisões, Pedro I impressiona pela bravura em enfrentar as mais diversas situacões, já que não hesitava em tomar decisões.

Dom Pedro I fez a Independência do Brasil, um país de dimensões continentais com apenas 23 anos, então imaginem ter a responsabilidade de administrar um país dessa extensão territorial e junto com todos os problemas que traziam consigo. Esse era o Brasil. E o jovem imperador ainda teve que defender os interesses da coroa portuguesa para que sua família não perdesse o poder em Portugal.

Inquieto, autoritário, teimoso, impulsivo, corajoso, decidido. Essa são algumas das principais características de Pedro I, chegando ao ponto de abdicar ao trono brasileiro após quase dez anos, para travar uma guerra contra seu irmão em solo português, por disputas familiares.

Como qualquer mortal, D. Pedro I tinha o seu ponto fraco: as mulheres. Teve duas esposas, muitos filhos, entre legítimos e bastardos e várias amantes, sendo a mais famosa delas a Marquesa de Santos. A relação tumultuada do Imperador com as mulheres talvez tenha contribuído para alguns fracassos politicos.
  
1822 foi um ano divisor de águas na história do Brasil e com certeza vai ser para quem se aventurar pelas páginas dessa obra. A sua visão sobre a história do Brasil vai ganhar um novo sentido, um sentido real.

Cássio Vitor, é jornalista, com passagens pela Rádio Excelsior da Bahia, Revista Mosaico e Assessorias de Imprensa.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Capitalismo bom e ruim


Acho que nós brasileiros sempre convivemos com a forma mais cruel e selvagem de capitalismo, quem dera termos um capitalismo como existe aqui nos EUA, em que você sabe aonde vai cada centavo de imposto, não tem tanta desigualdade social, e tem muito financiamento para universidades e casas para as pessoas de baixa renda.
Acredito que o Brasil ainda não sabe aplicar bem um modelo desses, baseado numa competitividade justa, até pelo contexto histórico no qual se desenvolveu o nosso país, com privilégios para uma pequena elite dominante e para o povo NADA.
Por isso que uma política mais socialista em países como o Brasil ainda é necessário, para equilibrar um pouco o que há séculos foi uma luta desigual entre classes.
Aí sim, poderíamos vivenciar uma capitalismo saudável, com livre iniciativa , igualdade de oportunidades, em que todos terão possibilidade de almejar o que quiserem, ao menos que não queiram.