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Sou jornalista, atualmente residindo em Nova York, NY, EUA, com passagens em Rádio, Revista e Assessoria de Imprensa. Este blog contém notícias, artigos, crônicas, comentários, resenhas, reportagens e poesias.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Líbia e os senhores da guerra

Parece-me pouco evolutiva a vontade de líderes mundiais em promover
a paz no planeta. O exemplo da Líbia é um clássico de como a diplomacia não foi nem
cogitada em ser colocada em prática, mesmo numa remota possibilidade de acordo entre rebeldes e governo.

O precoce Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama meteu os pés pelas mãos quando decidiu
atacar a Líbia, juntamente com seus aliados: França, Itália e a velha conhecida Grã - Bretanha. Sob o aval da ONU e da justificativa de proteger o povo líbio e apoiar os guerrilheiros, se uniram para atacar as tropas do ditador Muamar Kadafi, responsável por décadas de atrocidades.

Os senhores da guerra se esqueceram de dizer ao mundo, quem são estes rebeldes
que eles apoiam, se estão preparados ou não para comandar o país, como será este
eventual governo e o que querem ganhar caso assumam o poder, ou seja, se vão implantar outra ditadura ou não. O Egito foi um exemplo de como seu próprio povo
foi capaz de decidir sobre os rumos de seu país.

Os Estados Unidos e sua coalizão perderam uma ótima chance de pelo menos dizer ao mundo que tentaram todos os esforços possíveis de se evitar uma guerra. Afinal, se nem ao menos enviaram um representante para negociar um acordo entre governo e rebeldes na Líbia, para que servem diplomatas e embaixadores?

Não há inocentes em nenhum dos lados, com exceção do povo é claro, que sempre
paga com a vida a inconsequência dos atos de seus governantes. Cuidado Obama, para não terminar como seu antecessor: marcado por começar uma guerra de mentiras e não saber como terminar o final da história.

Carnaval na Bahia (2011)

Como soteropolitano que sou, acostumado a passar muitos carnavais
em Salvador, este especialmente vai ficar marcado.
Não pelas belas canções que simplesmente não houve, muito menos pela
simplicidade dos artistas ou até mesmo pelo saudoso encontro de trios na
praça Castro Alves, a praça do povo.

O carnaval em Salvador continua bonito, mas perdeu seu brilho, o brilho
que outrora emanava de todos os lugares, do Campo Grande á Avenida 7,
passando pela Praça Castro Alves e seguindo pela Rua Carlos Gomes.
Hoje percebi que os artistas passam com muita pressa por estes
espaços, quase não param pra interagir com o povo que compram seus
discos e DVDS.

É verdade, o carnaval do centro não tem camarotes ricos, muito
menos as grandes emissoras de TV para dar Ibope. Senti falta de velhos
conhecidos do grande público, como Daniela Mercury, Asa de Águia,
Netinho e Timbalada. Somente uns poucos, como Bel, Ivete e Saulo cantaram
uma uma ou duas vezes na Avenida. Mas não sei porque, não vi mais
a mesma empolgação de antes.

O carnaval da avenida morreu faz tempo. Como saudosistas que sou,
demorei a reconhecer isto. Agora só falam em Barra e Ondina, que por sinal
estive lá, e parece mais um shopping center. A rua e as calçadas foram
privatizadas pra deleite de uns poucos, e a praça do povo, essa ficou
apenas na lembrança de muitos.