Tomar um banho de mar no Porto da Barra e dar uma esticadinha
até o Farol, tomar uma água de coco e ver o pôr-do-sol.
É ir na terça da benção no Pelô, tomar um cravinho, ver o Olodum
entoando seus tambores e aproveitar pra ver o show de Gerônimo
no Santo Antônio.
Ser baiano é, antes de tudo, ser fiel ás origens, esteja aonde
estiver. É trazer na bagagem, um pouco de tapioca, carne -do -sol
e farinha, além de eternas lembranças.
Ser baiano é, poder assitir uma missa na Igreja do Senhor do
Bonfim, e por que não, tomar o tradicional sorvete na Ribeira,
sem deixar de apreciar o inigualável pôr-do- sol na ponta do
Humaitá.
Ser baiano é, desfilar no 2 de Julho, reverenciar seus
heróis, caboclos e generais. É descer no Aeroporto 2 de Julho
e não deixar de admirar a bela estrada de bambuzais, mostrando
o que de mais belo vem pela frente.
Ser baiano é, receber bem o turista, seja gringo, paulista,
gaúcho, afinal, em qual outro lugar, dendê casa tão bem
com leite de coco?
Ser baiano é, trabalhar o ano inteiro, e aproveitar a vida,
apreciar a arte, a cultura e o seu povo. É encontrar a beleza
de sua gente, do vendedor de cafezinho á baiana de acarajé.
Baianos ilustres como Castro Alves, Jorge Amado e Caymmi
difundiram a Bahia, a cantaram em verso e prosa, retrataram seus
costumes, suas angústias e alegrias, suas injustiças e opressão,
mas sobretudo, sua persistência e amor no coração.
Ser baiano é, ser brasileiro, e antes de tudo, não desistir
nunca. É acordar cedo e não na rede, que me desculpe Caymmi, e
buscar o pão de cada dia, o ano todo, todos os dias e saber que
a recompensa virá.
Já dizia o poeta: Alegria é um estado chamado Bahia. Atrás
do trio elétrico só não vai quem já morreu. Já pintou
o verão e o calor no coração, portanto se apresse, porque a
festa já vai começar.
Cássio Vitor - 22/01/2011

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