Parece-me pouco evolutiva a vontade de líderes mundiais em promover
a paz no planeta. O exemplo da Líbia é um clássico de como a diplomacia não foi nem
cogitada em ser colocada em prática, mesmo numa remota possibilidade de acordo entre rebeldes e governo.
O precoce Prêmio Nobel da Paz, Barack Obama meteu os pés pelas mãos quando decidiu
atacar a Líbia, juntamente com seus aliados: França, Itália e a velha conhecida Grã - Bretanha. Sob o aval da ONU e da justificativa de proteger o povo líbio e apoiar os guerrilheiros, se uniram para atacar as tropas do ditador Muamar Kadafi, responsável por décadas de atrocidades.
Os senhores da guerra se esqueceram de dizer ao mundo, quem são estes rebeldes
que eles apoiam, se estão preparados ou não para comandar o país, como será este
eventual governo e o que querem ganhar caso assumam o poder, ou seja, se vão implantar outra ditadura ou não. O Egito foi um exemplo de como seu próprio povo
foi capaz de decidir sobre os rumos de seu país.
Os Estados Unidos e sua coalizão perderam uma ótima chance de pelo menos dizer ao mundo que tentaram todos os esforços possíveis de se evitar uma guerra. Afinal, se nem ao menos enviaram um representante para negociar um acordo entre governo e rebeldes na Líbia, para que servem diplomatas e embaixadores?
Não há inocentes em nenhum dos lados, com exceção do povo é claro, que sempre
paga com a vida a inconsequência dos atos de seus governantes. Cuidado Obama, para não terminar como seu antecessor: marcado por começar uma guerra de mentiras e não saber como terminar o final da história.

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