Como soteropolitano que sou, acostumado a passar muitos carnavais
em Salvador, este especialmente vai ficar marcado.
Não pelas belas canções que simplesmente não houve, muito menos pela
simplicidade dos artistas ou até mesmo pelo saudoso encontro de trios na
praça Castro Alves, a praça do povo.
O carnaval em Salvador continua bonito, mas perdeu seu brilho, o brilho
que outrora emanava de todos os lugares, do Campo Grande á Avenida 7,
passando pela Praça Castro Alves e seguindo pela Rua Carlos Gomes.
Hoje percebi que os artistas passam com muita pressa por estes
espaços, quase não param pra interagir com o povo que compram seus
discos e DVDS.
É verdade, o carnaval do centro não tem camarotes ricos, muito
menos as grandes emissoras de TV para dar Ibope. Senti falta de velhos
conhecidos do grande público, como Daniela Mercury, Asa de Águia,
Netinho e Timbalada. Somente uns poucos, como Bel, Ivete e Saulo cantaram
uma uma ou duas vezes na Avenida. Mas não sei porque, não vi mais
a mesma empolgação de antes.
O carnaval da avenida morreu faz tempo. Como saudosistas que sou,
demorei a reconhecer isto. Agora só falam em Barra e Ondina, que por sinal
estive lá, e parece mais um shopping center. A rua e as calçadas foram
privatizadas pra deleite de uns poucos, e a praça do povo, essa ficou
apenas na lembrança de muitos.

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